As útimas semanas foram cheias de atividades e novidades. Tive pouco tempo para o blogue, infelizmente. Para não manter este espaço desatualizado por muito tempo, resolvi postar breves comentários sobre alguns acontecimentos das últimas semanas. Talvez eu faça disso um hábito, por ser uma ótima forma de atualizar o blogue quando eu estiver atarefado.
1. Conheci Rob Walker e Didier Bigo. Aprendi demais com os dois e terei muito para refletir sobre o significado da vida acadêmica em RI. Sim, há que ler menos e escrever mais – isto é, há que quebrar a insegurança que conduz à necessidade patológica de nunca alcançar o ponto de começar a escrever. Apesar de eu ter abordado esse tema no primeiro post deste blog, foi necessário ouvir do Walker para perceber que eu mesmo cometo o erro de querer ler mais e mais antes de começar a escrever qualquer coisa…
2. … o que não significa, é claro, que devemos parar de ler. Se por um lado devemos parar de ler, por outro lado devemos continuar lendo. Walker deixou bem claro que são dois momentos diferentes! Isso me deixou mais tranquilo, pois não paro de receber livros. Hoje mesmo recebi The Spanish Struggle for Justice in the Conquest of America, de Lewis Hanke e The Limits of History, de Constantin Fasolt. O primeiro será útil para a minha dissertação, o segundo será útil para o resto da minha vida.
3. Eu já estava lendo The Limits of History. Quando soube que o meu exemplar chegaria hoje, devolvi o da biblioteca. Que bom, agora vou poder rabiscar à vontade!
4. Por falar em ler, hoje devorei uma dissertação de mestrado sobre Deleuze em duas viagens de ônibus. Conclusão 1: estou ganhando velocidade. Conclusão 2: quem se diz deleuziano é porque não entendeu Deleuze. Conclusão 3: preciso parar de ler nos ônibus, fico com dor de cabeça.
5. Nas últimas semanas, voltei a ouvir as músicas que eu curtia na adolescência: Judas Priest, Ozzy, Black Sabbath etc. Engraçado, a combinação dessas músicas com a minha rabugice deu um resultado interessante: uma necessidade imperiosa de me afirmar de maneira independente no que faço.
6. Sim, preciso me afirmar, isto é, preciso definir uma posição. Minha posição. Nos últimos meses, tenho refletido muito sobre o significado do caminho que escolhi, isto é, a vida acadêmica. Continuo avesso às ideologias e à militância rasteira. Contudo, escapar de posicionamentos ideológicos não significa abdicar de uma identidade. Estou no momento de começar a me posicionar dentro de cada debate acerca dos principais problemas da disciplina, para a partir daí construir a minha identidade. Isso requer um cuidado ainda maior na seleção das leituras e um esforço de pensamento mais intenso.
7. Ainda me interesso pela interação entre a Matemática e a Teoria de RI. Contudo, as perguntas que realmente me instigam, nessa interação, são as de caráter filosófico.
8. Sinto falta de ler mais ficção. Os últimos livros de ficção que li foram para a preparação de um dos meus papers para a ABRI-ISA. Detalhe: li dois desses livros no ano passado (Anil’s Ghost, de Michael Ondaatje e The Wizard of Crow, de Ngugi wa Thiong’o) e o terceiro há mais de dez anos (Hombres de Maiz, de Miguel Ángel Asturias). Acredito que a literatura de ficção gera valiosos insights para pensar o internacional. A experiência estética proporcionada pela narrativa ficcional abre possibilidades para romper com os caminhos convencionais da teorização em RI.
9. No final de semana, conheci Michael Shapiro. Conversar com ele me fez perceber novamente que estou no caminho certo, isto é, que a minha única e verdadeira vocação é realmente a vida acadêmica. Não me vejo fazendo outra coisa.
10. Quase não tenho tocado violão. Os problemas com as unhas me fizeram lembrar da dor de cabeça que é levar o estudo do violão clássico um pouco mais a sério. Continuo namorando a ideia de comprar um instrumento de época ou mesmo partir para outra coisa. Algumas possibilidades: gaita de foles, quena ou tambores bongo.
11. O wordpress se atualiza mais rápido do que eu atualizo o blogue. Acabo de ver que a versão 2.8.2 já está disponível.
As últimas semanas foram cheias de atividades e novidades. Infelizmente, tive pouco tempo para o blogue. Para não manter este espaço desatualizado por muito tempo, resolvi postar breves comentários sobre alguns acontecimentos das últimas semanas. Talvez eu faça disso um hábito, por ser uma ótima forma de atualizar o blogue quando eu estiver atarefado.
1. Conheci Rob Walker e Didier Bigo. Aprendi demais com os dois e terei muito para refletir sobre o significado da vida acadêmica em RI. Sim, há que ler menos e escrever mais – isto é, há que quebrar a insegurança que conduz à necessidade patológica de nunca alcançar o ponto de começar a escrever. Apesar de eu ter abordado esse tema no primeiro post deste blog, foi necessário ouvir do Walker para perceber que eu mesmo cometo o erro de quase sempre querer ler mais e mais antes de começar a colocar minhas ideias no papel…
2. … o que não significa, é claro, que devemos cortar as leituras! Há que ser seletivo e priorizar o pensamento sobre a leitura, mas isso não é a mesma coisa que ser preguiçoso. Se por um lado devemos parar de ler, por outro lado devemos continuar lendo. Walker deixou bem claro que são dois momentos diferentes! Isso me deixou mais tranquilo, pois não paro de receber livros. Hoje mesmo recebi The Spanish Struggle for Justice in the Conquest of America, de Lewis Hanke e The Limits of History, de Constantin Fasolt. O primeiro será útil para a minha dissertação, o segundo será útil para o resto da minha vida.
3. Eu já estava lendo The Limits of History. Quando soube que o meu exemplar chegaria hoje, devolvi imediatamente o da biblioteca. Que bom, agora vou poder rabiscar à vontade!
4. Por falar em ler, hoje devorei uma dissertação de mestrado sobre Deleuze em duas viagens de ônibus. Conclusão 1: estou ganhando velocidade. Conclusão 2: quem se diz deleuziano é porque não entendeu Deleuze. Conclusão 3: preciso parar de ler nos ônibus, fico com dor de cabeça.
5. Nas últimas semanas, voltei a ouvir as músicas que eu curtia na adolescência: Judas Priest, Ozzy, Black Sabbath etc. Engraçado, a combinação dessas músicas com a minha rabugice deu um resultado interessante: uma necessidade imperiosa de me afirmar de maneira independente no que faço.
6. Sim, preciso me afirmar, isto é, preciso definir uma posição. Minha posição. Nos últimos meses, tenho refletido muito sobre o significado do caminho que escolhi, isto é, a vida acadêmica. Continuo avesso às ideologias e à militância rasteira. Contudo, escapar de posicionamentos ideológicos não significa abdicar da minha identidade. Estou no momento de começar a me posicionar dentro de cada debate acerca dos principais problemas da disciplina, para a partir daí construir a minha própria identidade. Isso requer um cuidado ainda maior na seleção das leituras e um esforço de pensamento mais intenso.
7. Ainda me interesso pela interação entre a Matemática e a Teoria de RI. Contudo, as perguntas que realmente me instigam são as de caráter filosófico. Não estou interessado em modelinhos ou em fazer contas. Já há suficientes economistas, engenheiros e calculadoras. Sempre gostei dos problemas que a Matemática coloca para o pensamento mas nunca me senti atraído pelo impulso à musculação cerebral e ao treino de habilidades quase circenses para manipular técnicas de demonstração. Há quem goste de resolver problemas, eu prefiro criá-los.
8. Sinto falta de ler mais ficção. Os últimos livros de ficção que li foram para a preparação de um dos meus papers para a ABRI-ISA. Detalhe: li dois desses livros no ano passado (Anil’s Ghost, de Michael Ondaatje e The Wizard of Crow, de Ngugi wa Thiong’o) e o terceiro há mais de dez anos (Hombres de Maiz, de Miguel Ángel Asturias). Acredito que a literatura de ficção gera valiosos insights para pensar o internacional. A experiência estética proporcionada pela narrativa ficcional abre possibilidades para romper com os caminhos convencionais da teorização em RI.
9. Detalhe: paguei USD 14,00 só para citar um trecho de Anil’s Ghost no meu paper. Explico: li o livro em português – foi publicado aqui com o título medonho de “Bandeiras Pálidas” ([ironia]tudo a ver com Anil’s Ghost, sem dúvida![/ironia]). Como seria bizarro eu mesmo traduzir o trecho em questão do português para o inglês, acabei pagando por uma edição eletrônica do original. O que eu não faço para bater no cosmopolitismo!
10. Já tenho um inimigo para a minha dissertação: o R2P.
11. No final de semana, conheci Michael Shapiro. Conversar com ele me fez perceber novamente que estou no caminho certo, isto é, que a minha única e verdadeira vocação é realmente a vida acadêmica. Não me vejo fazendo outra coisa.
12. Quase não tenho tocado violão. Os problemas com as unhas me fizeram lembrar da dor de cabeça que é levar o estudo do violão clássico um pouco mais a sério. Continuo namorando a ideia de comprar um instrumento de época ou mesmo partir para outra coisa. Algumas possibilidades: gaita de foles, quena ou tambores bongo.
13. O Wordpress se atualiza mais rápido do que eu atualizo o blogue. Acabo de ver que a versão 2.8.2 já está disponível.
Share on Facebook