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	<title>Comments on: Kiki</title>
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	<description>&#34;Lasciate ogne speranza, voi ch&#039;intrate.&#34; (Dante Alighieri)</description>
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		<title>By: Cecilia</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-73</link>
		<dc:creator>Cecilia</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 15:51:26 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;#comment-67&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Juliana &lt;/a&gt; 
Juliana, é verdade sim que não precisamos de carne, e há escolas de medicina, não uma única postura que esteja correta. Digo isso porque sempre fomos doutrinados com relação à suposta necessidade da proteína animal, mas há algumas poucas décadas uma nova postura e novas pesquisas apontam como um grave erro a conclusão dessa necessidade por parte do organismo humano. Nossa dentição e fisiologia do sistema digestivo não tem qualquer semelhança digna de nota com os dos carnívoros, e uma análise não tão cuidadosa leva rapidamente a concluir que somos muito próximos dos herbívoros em vários quesitos. Atletas? Há uma razoável lista de atletas conhecidos que sempre ou desde bastante tempo mantêm ou mantiveram uma dieta exclusivamente vegetariana: entre eles, Andreas Cahling, famoso fisiculturista sueco, Carl Lewis, corredor norte-americanos, Éder Jofre, lutador de boxe brasileiro. Mais aqui:
http://www.vidavegetariana.com/site/especiais.php?page=especiais/atletas/atletas

As pessoas não estão informadas dessas coisas, por isso o engodo do pensamento carnivorista com relação às necessidades do corpo humano continua.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#comment-67" rel="nofollow">@Juliana </a><br />
Juliana, é verdade sim que não precisamos de carne, e há escolas de medicina, não uma única postura que esteja correta. Digo isso porque sempre fomos doutrinados com relação à suposta necessidade da proteína animal, mas há algumas poucas décadas uma nova postura e novas pesquisas apontam como um grave erro a conclusão dessa necessidade por parte do organismo humano. Nossa dentição e fisiologia do sistema digestivo não tem qualquer semelhança digna de nota com os dos carnívoros, e uma análise não tão cuidadosa leva rapidamente a concluir que somos muito próximos dos herbívoros em vários quesitos. Atletas? Há uma razoável lista de atletas conhecidos que sempre ou desde bastante tempo mantêm ou mantiveram uma dieta exclusivamente vegetariana: entre eles, Andreas Cahling, famoso fisiculturista sueco, Carl Lewis, corredor norte-americanos, Éder Jofre, lutador de boxe brasileiro. Mais aqui:<br />
<a href="http://www.vidavegetariana.com/site/especiais.php?page=especiais/atletas/atletas" rel="nofollow">http://www.vidavegetariana.com/site/especiais.php?page=especiais/atletas/atletas</a></p>
<p>As pessoas não estão informadas dessas coisas, por isso o engodo do pensamento carnivorista com relação às necessidades do corpo humano continua.</p>
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		<title>By: Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-71</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 22:01:39 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Van!
Sim, o momento é esse. E eu lamento demais, demais mesmo. Lamento porque ela confiou em mim, olhou para mim com seus lindos olhos verdes, pedindo ajuda, sem saber o que estava acontecendo, enquanto sufocava lentamente, e eu falhei com ela. Falhei e nada pude fazer para salvá-la, nada pude fazer, e ela se foi. Agora sinto falta dela o tempo todo. Hoje fui ao tumulozinho dela, fiquei lá um tempinho, mas só senti vazio, falta, saudades... Há pouco mais de uma semana, ela estava aqui, comigo, uma gatinha feliz. Sinto tanta falta dela, tanta falta... O que aconteceu? Ninguém sabe. Uma crise renal, havia alteração nos rins. Mas por que ela descompensou tão rápido, ninguém sabe.
A irmã dela, com níveis muito piores de uréia (430) e creatinina (19.3), sobreviveu, está se recuperando, mas a Kiki... eu não sei o que aconteceu, não tenho respostas. Talvez um pico de hipertensão que provocou um AVC e afetou a parte respiratória, é o mais provável. Ou talvez um tumor de hipófise. Talvez as duas coisas juntas. Havia uma alteração renal, mas nada muito significativo, nada que levasse a óbito tão rápido. No domingo ela estava ótima, comendo sozinha, interagindo com todos como sempre, feliz, alerta, espertinha... e na segunda acordou prostrada, com a respiração difícil, piorando cada vez mais, sem coordenação. Não temos uma resposta, nunca teremos. Mas o fato é que ela se foi, ela confiou em mim e eu me sinto horrível por ter falhado, por não ter conseguido fazer nada para salvá-la. Espero que ela esteja bem, por mais difícil que seja para mim acreditar em algo &quot;além&quot;. Ela merece isso. Sim, ainda há gente boa neste mundo, quero acreditar nisso, mas está sendo difícil. Muito difícil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Van!<br />
Sim, o momento é esse. E eu lamento demais, demais mesmo. Lamento porque ela confiou em mim, olhou para mim com seus lindos olhos verdes, pedindo ajuda, sem saber o que estava acontecendo, enquanto sufocava lentamente, e eu falhei com ela. Falhei e nada pude fazer para salvá-la, nada pude fazer, e ela se foi. Agora sinto falta dela o tempo todo. Hoje fui ao tumulozinho dela, fiquei lá um tempinho, mas só senti vazio, falta, saudades&#8230; Há pouco mais de uma semana, ela estava aqui, comigo, uma gatinha feliz. Sinto tanta falta dela, tanta falta&#8230; O que aconteceu? Ninguém sabe. Uma crise renal, havia alteração nos rins. Mas por que ela descompensou tão rápido, ninguém sabe.<br />
A irmã dela, com níveis muito piores de uréia (430) e creatinina (19.3), sobreviveu, está se recuperando, mas a Kiki&#8230; eu não sei o que aconteceu, não tenho respostas. Talvez um pico de hipertensão que provocou um AVC e afetou a parte respiratória, é o mais provável. Ou talvez um tumor de hipófise. Talvez as duas coisas juntas. Havia uma alteração renal, mas nada muito significativo, nada que levasse a óbito tão rápido. No domingo ela estava ótima, comendo sozinha, interagindo com todos como sempre, feliz, alerta, espertinha&#8230; e na segunda acordou prostrada, com a respiração difícil, piorando cada vez mais, sem coordenação. Não temos uma resposta, nunca teremos. Mas o fato é que ela se foi, ela confiou em mim e eu me sinto horrível por ter falhado, por não ter conseguido fazer nada para salvá-la. Espero que ela esteja bem, por mais difícil que seja para mim acreditar em algo &#8220;além&#8221;. Ela merece isso. Sim, ainda há gente boa neste mundo, quero acreditar nisso, mas está sendo difícil. Muito difícil.</p>
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		<title>By: Vanessa Lampert</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-70</link>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 18:39:46 +0000</pubDate>
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		<description>Só sete anos? Do que ela morreu, Claudio? Eu tenho um entendimento bem diferente da maioria a respeito do que estamos fazendo na Terra e com a Terra. Mas o momento não é para isso, o momento é para lamentar pela perda da Kiki e te dizer que, puxa, não tem nada que nos console nessas horas. Não gaste seu tempo e energia se indignando contra esses pensamentos tacanhos de gente sem cérebro. O melhor a fazer é tentar, de uma forma clara a objetiva, esclarecer aos realmente bem-intencionados. Por enquanto, nem isso. Acredito que os gatos tenham seus lugares garantidos no céu, e a Kiki está lá no céu dos gatinhos, onde não tem sofrimento, nem dor, nem maldade, nem psicopatas.

Beijos e fique bem. Ainda existe gente boa no mundo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só sete anos? Do que ela morreu, Claudio? Eu tenho um entendimento bem diferente da maioria a respeito do que estamos fazendo na Terra e com a Terra. Mas o momento não é para isso, o momento é para lamentar pela perda da Kiki e te dizer que, puxa, não tem nada que nos console nessas horas. Não gaste seu tempo e energia se indignando contra esses pensamentos tacanhos de gente sem cérebro. O melhor a fazer é tentar, de uma forma clara a objetiva, esclarecer aos realmente bem-intencionados. Por enquanto, nem isso. Acredito que os gatos tenham seus lugares garantidos no céu, e a Kiki está lá no céu dos gatinhos, onde não tem sofrimento, nem dor, nem maldade, nem psicopatas.</p>
<p>Beijos e fique bem. Ainda existe gente boa no mundo.</p>
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	<item>
		<title>By: Fernanda</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-69</link>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 04:32:55 +0000</pubDate>
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		<description>Claudio, sei bem a dor que está sentindo...
Ano passado tb sofri muito com a morte do meu mais amado cão, ele esteve comigo por 16 anos e já era muito mais que um bicho de estimação, ele foi meu amigo, meu irmão, meu confidente, meu companheiro, mas, infelizmente, ele ficou velhinho e cheio de problemas, então o vet aconselhou que deixássemos ele ir...mas até agora me pergunto se foi a hora certa, se não deveríamos ter esperado mais...
Assim como vc ainda não tenho uma opinião 100% formada com relação à eutanásia e sofro bastante quando penso que ele ainda poderia estar comigo, mas, infelizmente, esse vazio que sentimos não passa nunca, com o tempo, ele apenas diminui, mas nunca acaba! Só nos restam as boas lembranças e os doces momentos que compartilhamos e jamais iremos esquecer, nossa memória não se apaga, portanto, ela sempre estará com vc!
Quanto ao texto, sensacional! Adorei!
Beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claudio, sei bem a dor que está sentindo&#8230;<br />
Ano passado tb sofri muito com a morte do meu mais amado cão, ele esteve comigo por 16 anos e já era muito mais que um bicho de estimação, ele foi meu amigo, meu irmão, meu confidente, meu companheiro, mas, infelizmente, ele ficou velhinho e cheio de problemas, então o vet aconselhou que deixássemos ele ir&#8230;mas até agora me pergunto se foi a hora certa, se não deveríamos ter esperado mais&#8230;<br />
Assim como vc ainda não tenho uma opinião 100% formada com relação à eutanásia e sofro bastante quando penso que ele ainda poderia estar comigo, mas, infelizmente, esse vazio que sentimos não passa nunca, com o tempo, ele apenas diminui, mas nunca acaba! Só nos restam as boas lembranças e os doces momentos que compartilhamos e jamais iremos esquecer, nossa memória não se apaga, portanto, ela sempre estará com vc!<br />
Quanto ao texto, sensacional! Adorei!<br />
Beijos</p>
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	<item>
		<title>By: Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-68</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 20:05:15 +0000</pubDate>
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		<description>Já há pesquisas em andamento com o objetivo produzir carne em laboratório, a partir de células-tronco. Acredito que teremos boas novidades nos próximos anos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já há pesquisas em andamento com o objetivo produzir carne em laboratório, a partir de células-tronco. Acredito que teremos boas novidades nos próximos anos.</p>
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		<title>By: Juliana</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-67</link>
		<dc:creator>Juliana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 19:32:05 +0000</pubDate>
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		<description>Com relação ao fato de que não precisamos comer carne, isso não é bem verdade. Um atleta, que treina a exaustão, precisa sim. Tudo depende de suas necessidades. O que não pode é o exagero, como nas churrascarias, que ainda colocam o boi rindo na propaganda. 

Não que eu seja a favor de que os animais sejam tratados da forma que o são. Muito pelo contrário. Uma vez estive em uma fazenda e testemunhei o horror que o gado sente ao homem. 

Ainda com relação à eutanásia, por mais que esteja sofrendo muito, o animal talvez não queira morrer. Não dá para saber a opinião dele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com relação ao fato de que não precisamos comer carne, isso não é bem verdade. Um atleta, que treina a exaustão, precisa sim. Tudo depende de suas necessidades. O que não pode é o exagero, como nas churrascarias, que ainda colocam o boi rindo na propaganda. </p>
<p>Não que eu seja a favor de que os animais sejam tratados da forma que o são. Muito pelo contrário. Uma vez estive em uma fazenda e testemunhei o horror que o gado sente ao homem. </p>
<p>Ainda com relação à eutanásia, por mais que esteja sofrendo muito, o animal talvez não queira morrer. Não dá para saber a opinião dele.</p>
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	<item>
		<title>By: Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-65</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 22:10:32 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, Cecilia. Empatia. Isso requer repensar a relação Self/Outro para, ao invés de sustentar uma lógica de competição, criar as condições da complementariedade e do intercâmbio de experiências. Requer aprender a colocar-se no lugar do outro para, com os olhos do outro, podermos olhar para nós mesmos. É por isso que defendo que Leibniz oferece uma ontologia muito mais sofisticada (relacional) do que o misticismo newtoniano que muita gente acredita ser o único caminho para fazer ciência. 
Não peça desculpas, pode exceder-se à vontade. Estas reflexões são mais do que importantes, são cruciais no momento em que estamos. Obrigado pela sua contribuição!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, Cecilia. Empatia. Isso requer repensar a relação Self/Outro para, ao invés de sustentar uma lógica de competição, criar as condições da complementariedade e do intercâmbio de experiências. Requer aprender a colocar-se no lugar do outro para, com os olhos do outro, podermos olhar para nós mesmos. É por isso que defendo que Leibniz oferece uma ontologia muito mais sofisticada (relacional) do que o misticismo newtoniano que muita gente acredita ser o único caminho para fazer ciência.<br />
Não peça desculpas, pode exceder-se à vontade. Estas reflexões são mais do que importantes, são cruciais no momento em que estamos. Obrigado pela sua contribuição!</p>
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	<item>
		<title>By: Cecilia</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-64</link>
		<dc:creator>Cecilia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 20:55:31 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Finalmente, isso requer abandonar o racionalismo ingênuo (que é uma ideologia), o cientificismo (que confere autoridade praticamente dogmática à ciência) e resgatar a razão, o ceticismo saudável, o pensamento crítico e a curiosidade investigativa.&quot;

Precisamos muito disso... precisamos também de empatia. A racionalidade pura e simples, abstrata e egocêntrica não pode provar que não devemos tratar os outros animais como meros coadjuvantes nesse mundo, ou como objetos, como a muitos fazem. Precisamos aprender o básico, sentir a dor do outro, olhar um cachorro na chuva nos olhos, olhar um gato abandonado nos olhos, e mais... porque isso é fácil. Estes são animais de companhia. Precisamos aprender a olhar nos olhos também bois, porcos, galinhas, peixes, passarinhos. Sentir sua dor, sentir suas presenças e sentir a empatia por um ser que, como disse Coetzee, &quot;participa conosco do substrato da vida.&quot; Independentemente de ele ser fofinho ou feio, inteligente para os nossos padrões ou apáticos. Eles estão vivos.

O que dizer de um bastardo que maltrata ou assassina um cão, um gato? Merece a mesma pena de um assassino de crianças. A lei brasileira prevê no máximo 1 ano de detenção para um doente que mata um cachorro a paulada ou queima um gato vivo.
Esse é o país de quinta classe em que moramos.

Eu sou sempre inflamada no que tange aos animais, Claudio. Peço desculpas se me excedo, mas não posso me acostumar com a apatia e antropocentrismo bárbaro que guia com naturalidade a vida das pessoas e das instituições. Também prefiro a companhia e o carinho dos meus gatinhos. Eles são simples, não são egocêntricos, são suaves e misteriosos. Não acredito em Deus, mas acredito que os gatos têm conexão direta com o divino. Va savoir. :)
Obrigada pela oportunidade em refletir com você sobre esta causa que me é tão cara.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Finalmente, isso requer abandonar o racionalismo ingênuo (que é uma ideologia), o cientificismo (que confere autoridade praticamente dogmática à ciência) e resgatar a razão, o ceticismo saudável, o pensamento crítico e a curiosidade investigativa.&#8221;</p>
<p>Precisamos muito disso&#8230; precisamos também de empatia. A racionalidade pura e simples, abstrata e egocêntrica não pode provar que não devemos tratar os outros animais como meros coadjuvantes nesse mundo, ou como objetos, como a muitos fazem. Precisamos aprender o básico, sentir a dor do outro, olhar um cachorro na chuva nos olhos, olhar um gato abandonado nos olhos, e mais&#8230; porque isso é fácil. Estes são animais de companhia. Precisamos aprender a olhar nos olhos também bois, porcos, galinhas, peixes, passarinhos. Sentir sua dor, sentir suas presenças e sentir a empatia por um ser que, como disse Coetzee, &#8220;participa conosco do substrato da vida.&#8221; Independentemente de ele ser fofinho ou feio, inteligente para os nossos padrões ou apáticos. Eles estão vivos.</p>
<p>O que dizer de um bastardo que maltrata ou assassina um cão, um gato? Merece a mesma pena de um assassino de crianças. A lei brasileira prevê no máximo 1 ano de detenção para um doente que mata um cachorro a paulada ou queima um gato vivo.<br />
Esse é o país de quinta classe em que moramos.</p>
<p>Eu sou sempre inflamada no que tange aos animais, Claudio. Peço desculpas se me excedo, mas não posso me acostumar com a apatia e antropocentrismo bárbaro que guia com naturalidade a vida das pessoas e das instituições. Também prefiro a companhia e o carinho dos meus gatinhos. Eles são simples, não são egocêntricos, são suaves e misteriosos. Não acredito em Deus, mas acredito que os gatos têm conexão direta com o divino. Va savoir. :)<br />
Obrigada pela oportunidade em refletir com você sobre esta causa que me é tão cara.</p>
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	<item>
		<title>By: Cecilia</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-63</link>
		<dc:creator>Cecilia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 19:52:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.claudiotellez.org/?p=171#comment-63</guid>
		<description>Muito bom. Apenas você se esqueceu de citar uma das vertentes de abuso de poder com relação aos animais não-humanos, poder apenas pressuposto dentro do regime especista antropocêntrico que o ser humano usa para justificar seus crimes e barbáries: o uso dos animais na alimentação. A criação de uma gigantesca e superpoderosa indústria da morte, onde todos os dias animais são mutilados, onde são retirados direitos básicos de qualquer animal (como mover-se, abrir as asas, ter seus bicos intactos, beber o leite da mãe), apenas para a satisfação de um capricho. Sim, um capricho. Não precisamos de carne para viver, e a medicina antiquada e vendida que prega isso é cientificamente irresponsável. O nosso poder para decidir sobre a vida ou a morte nos abates, a indiferença pelo pânico do boi, pelos guinchos horrorizados do porco, dos balidos dos cordeiros, dos gritos dos frangos, tudo feito em série e na maior e inconcebível frieza... o que nos remete ao Holocausto judeu pelos nazistas. Tratamos os animais em campos de concentração num regime de horror, para a morte certa e triste. Muitos se ofendem com esta comparação, li no &quot;A Vida dos Animais&quot;, de J. Coetzee, a manifestação de um poeta indignado com esta afirmação de que se os judeus foram tratados como gado, o gado é tratado como os judeus naquele horror, e isso supostamente desrespeita a memória dos mortos. De fato, não desrespeita. Porque assumir que o tratamento dado a seres humanos naquele tempo pelos alemães é inconcebível e horrendo serve para alertar e sensibilizar as pessoas com relação ao tratamento horrendo e inconcebível dado aos animais, nossos irmãos, nos campos de morte que são as fazendas industriais. Não somos superiores a eles para podermos dizer: ser tratado como gado, como se isso fosse uma condição menor. Somos irmãos. Se eles não sabem matemática ou não sabem criar remédios e vacinas, se não sabem escrever ou falar, nada se prova contra seus estados de filhos da Natureza com o mesmo direito à vida que nós.
  A propósito, sou a favor da eutanásia em animais sim, assim como sou a favor da eutanásia em humanos, nas condições de doença terminal com grande sofrimento (um dos meus gatos é leucêmico e já me descreveram as condições finais de um animal com esta doença... não quero vê-lo com o pulmão cheio de líquido sufocando até morrer, lentamente), ou estado vegetativo. Eutanásia não é para tratar o animal como um objeto. Mas dar a ele/ela a dignidade de nosso melhor amigo.
Belo texto, Claudio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom. Apenas você se esqueceu de citar uma das vertentes de abuso de poder com relação aos animais não-humanos, poder apenas pressuposto dentro do regime especista antropocêntrico que o ser humano usa para justificar seus crimes e barbáries: o uso dos animais na alimentação. A criação de uma gigantesca e superpoderosa indústria da morte, onde todos os dias animais são mutilados, onde são retirados direitos básicos de qualquer animal (como mover-se, abrir as asas, ter seus bicos intactos, beber o leite da mãe), apenas para a satisfação de um capricho. Sim, um capricho. Não precisamos de carne para viver, e a medicina antiquada e vendida que prega isso é cientificamente irresponsável. O nosso poder para decidir sobre a vida ou a morte nos abates, a indiferença pelo pânico do boi, pelos guinchos horrorizados do porco, dos balidos dos cordeiros, dos gritos dos frangos, tudo feito em série e na maior e inconcebível frieza&#8230; o que nos remete ao Holocausto judeu pelos nazistas. Tratamos os animais em campos de concentração num regime de horror, para a morte certa e triste. Muitos se ofendem com esta comparação, li no &#8220;A Vida dos Animais&#8221;, de J. Coetzee, a manifestação de um poeta indignado com esta afirmação de que se os judeus foram tratados como gado, o gado é tratado como os judeus naquele horror, e isso supostamente desrespeita a memória dos mortos. De fato, não desrespeita. Porque assumir que o tratamento dado a seres humanos naquele tempo pelos alemães é inconcebível e horrendo serve para alertar e sensibilizar as pessoas com relação ao tratamento horrendo e inconcebível dado aos animais, nossos irmãos, nos campos de morte que são as fazendas industriais. Não somos superiores a eles para podermos dizer: ser tratado como gado, como se isso fosse uma condição menor. Somos irmãos. Se eles não sabem matemática ou não sabem criar remédios e vacinas, se não sabem escrever ou falar, nada se prova contra seus estados de filhos da Natureza com o mesmo direito à vida que nós.<br />
  A propósito, sou a favor da eutanásia em animais sim, assim como sou a favor da eutanásia em humanos, nas condições de doença terminal com grande sofrimento (um dos meus gatos é leucêmico e já me descreveram as condições finais de um animal com esta doença&#8230; não quero vê-lo com o pulmão cheio de líquido sufocando até morrer, lentamente), ou estado vegetativo. Eutanásia não é para tratar o animal como um objeto. Mas dar a ele/ela a dignidade de nosso melhor amigo.<br />
Belo texto, Claudio.</p>
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		<title>By: Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2010/02/kiki/comment-page-1/#comment-60</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 12:48:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.claudiotellez.org/?p=171#comment-60</guid>
		<description>Tem gente que pede eutanásia até porque o gato está com uma unha encravada. Considero isso o fim da picada. Não tenho ainda opinião 100% formada quanto à eutanásia de animais, porém considero que o mínimo que eles merecem é assistência para não sofrer. Quando a Kiki começou a agonizar, porque estava sufocando, o vet. arriscou uma sedação. Não foi eutanásia, foi uma última tentativa de salvá-la, a última chance e a única coisa que podia ser feita naquele momento para que ela não sofresse. Com a sedação e oxigênio, ela normalizou a respiração, a agonia passou e teve mais uma chance, sem sofrimento. Ficou mais duas horas conosco, relaxada, sem dor. O risco seria quando o efeito do sedativo pasasse, aí ela podia morrer. Infelizmente, foi o que aconteceu, ela não conseguiu respirar sozinha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que pede eutanásia até porque o gato está com uma unha encravada. Considero isso o fim da picada. Não tenho ainda opinião 100% formada quanto à eutanásia de animais, porém considero que o mínimo que eles merecem é assistência para não sofrer. Quando a Kiki começou a agonizar, porque estava sufocando, o vet. arriscou uma sedação. Não foi eutanásia, foi uma última tentativa de salvá-la, a última chance e a única coisa que podia ser feita naquele momento para que ela não sofresse. Com a sedação e oxigênio, ela normalizou a respiração, a agonia passou e teve mais uma chance, sem sofrimento. Ficou mais duas horas conosco, relaxada, sem dor. O risco seria quando o efeito do sedativo pasasse, aí ela podia morrer. Infelizmente, foi o que aconteceu, ela não conseguiu respirar sozinha.</p>
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