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	<title>Comments for Claudio Andrés Téllez</title>
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		<title>Comment on Exemplo de dogmatismo by Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2011/12/exemplo-de-dogmatismo/comment-page-1/#comment-303</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:03:23 +0000</pubDate>
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		<description>É necessário fazer um esclarecimento: é claro que a ciência, assim como a religião, tem sido usada por indivíduos para dominar, controlar e oprimir. Nesse ponto, concordo com as denúncias feitas por diversos autores críticos que chamam a atenção para uma das consequências mais nefastas do pensamento acrítico. Como grande parte da população não tem acesso a uma formação científica, é fácil conferir à ciência uma autoridade que ela não tem (e nem pretende ter). Assim, de fato a ciência pode ser um instrumento de dominação social, a partir do momento em que ela se transforma em mais uma crença. Na raiz disso, está o fanatismo, independente se da parte de religiosos, ateus ou torcedores de futebol.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É necessário fazer um esclarecimento: é claro que a ciência, assim como a religião, tem sido usada por indivíduos para dominar, controlar e oprimir. Nesse ponto, concordo com as denúncias feitas por diversos autores críticos que chamam a atenção para uma das consequências mais nefastas do pensamento acrítico. Como grande parte da população não tem acesso a uma formação científica, é fácil conferir à ciência uma autoridade que ela não tem (e nem pretende ter). Assim, de fato a ciência pode ser um instrumento de dominação social, a partir do momento em que ela se transforma em mais uma crença. Na raiz disso, está o fanatismo, independente se da parte de religiosos, ateus ou torcedores de futebol.</p>
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		<title>Comment on Yorkshire by Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2011/12/yorkshire/comment-page-1/#comment-299</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 00:38:19 +0000</pubDate>
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		<description>Bom, antes de responder, devo esclarecer que minha postura é científica, e não filosófica. Entretanto, posiciono-me contra o determinismo a partir de dois pontos: (1) leis da natureza não são necessariamente deterministas (no sentido de reversibilidade temporal); (2) o determinismo é um essencialismo e, nesse ponto, concordo com Desidério Murcho, para quem o determinismo é uma &quot;teoria acerca da possibilidade e impossibilidade metafísicas&quot; (em seu livro &quot;Essencialismo Naturalizado: aspectos da metafísica da modalidade&quot;). Como concordo com a Evolução, que por definição não admite o essencialismo, rejeito igualmente o determinismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, antes de responder, devo esclarecer que minha postura é científica, e não filosófica. Entretanto, posiciono-me contra o determinismo a partir de dois pontos: (1) leis da natureza não são necessariamente deterministas (no sentido de reversibilidade temporal); (2) o determinismo é um essencialismo e, nesse ponto, concordo com Desidério Murcho, para quem o determinismo é uma &#8220;teoria acerca da possibilidade e impossibilidade metafísicas&#8221; (em seu livro &#8220;Essencialismo Naturalizado: aspectos da metafísica da modalidade&#8221;). Como concordo com a Evolução, que por definição não admite o essencialismo, rejeito igualmente o determinismo.</p>
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		<title>Comment on Yorkshire by Joel Pinheiro</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2011/12/yorkshire/comment-page-1/#comment-298</link>
		<dc:creator>Joel Pinheiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 23:40:17 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Afirmar que obecedemos a impulsos biológicos não é a mesma coisa que aceitar uma postura determinista.&quot;

Mas no texto você diz:

&quot;por mais que alguns encontrem conforto em acreditar no livre-arbítrio, na capacidade de agência, (...) nossas ações e pretensas escolhas apenas obedecem às frias e indiferentes leis da biologia e da natureza.&quot;

Se o livre-arbítrio e a capacidade de agência são ilusões reconfortantes, então você é determinista sim. E daí não há nada substancialmente, qualitativamente, diferente entre uma pretensa &quot;escolha&quot; humana e a erupção de um vulcão ou a queda de um meteoro. Ambos são plenamente explicados por leis físicas que não fazem referência alguma a mentes, opiniões, valores, desejos, etc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Afirmar que obecedemos a impulsos biológicos não é a mesma coisa que aceitar uma postura determinista.&#8221;</p>
<p>Mas no texto você diz:</p>
<p>&#8220;por mais que alguns encontrem conforto em acreditar no livre-arbítrio, na capacidade de agência, (&#8230;) nossas ações e pretensas escolhas apenas obedecem às frias e indiferentes leis da biologia e da natureza.&#8221;</p>
<p>Se o livre-arbítrio e a capacidade de agência são ilusões reconfortantes, então você é determinista sim. E daí não há nada substancialmente, qualitativamente, diferente entre uma pretensa &#8220;escolha&#8221; humana e a erupção de um vulcão ou a queda de um meteoro. Ambos são plenamente explicados por leis físicas que não fazem referência alguma a mentes, opiniões, valores, desejos, etc.</p>
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		<title>Comment on Yorkshire by Claudio Tellez</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2011/12/yorkshire/comment-page-1/#comment-297</link>
		<dc:creator>Claudio Tellez</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 22:00:29 +0000</pubDate>
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		<description>Afirmar que obecedemos a impulsos biológicos não é a mesma coisa que aceitar uma postura determinista. Claro, em última análise, a natureza não está nem aí para nossas crenças ou angústias morais. Mesmo assim, dos coacervados às instituições políticas, alguma coisa aconteceu. Alguma coisa que não envolve misticismo ou superstição. Os meus questionamentos (para os quais ainda não possuo respostas) incluem: por meio de que processos a moral evolui? Como as instituições políticas e sociais emergem? Por que algumas instituições são selecionadas e sobrevivem melhor do que outras?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Afirmar que obecedemos a impulsos biológicos não é a mesma coisa que aceitar uma postura determinista. Claro, em última análise, a natureza não está nem aí para nossas crenças ou angústias morais. Mesmo assim, dos coacervados às instituições políticas, alguma coisa aconteceu. Alguma coisa que não envolve misticismo ou superstição. Os meus questionamentos (para os quais ainda não possuo respostas) incluem: por meio de que processos a moral evolui? Como as instituições políticas e sociais emergem? Por que algumas instituições são selecionadas e sobrevivem melhor do que outras?</p>
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		<title>Comment on Yorkshire by Joel Pinheiro</title>
		<link>http://www.claudiotellez.org/2011/12/yorkshire/comment-page-1/#comment-296</link>
		<dc:creator>Joel Pinheiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 21:48:46 +0000</pubDate>
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		<description>Se as &quot;escolhas&quot; apenas obedecem às leis da física e da biologia, o ato de matar o cachorrinho indefeso é, ele também, mera consequência dessas leis. Por que ficar indignado contra esse evento que foi mera consequência de leis naturais?

Faz tanto sentido quanto ficar indignado com a erupção de um vulcão, que aliás causa muito mais mortes e sofrimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se as &#8220;escolhas&#8221; apenas obedecem às leis da física e da biologia, o ato de matar o cachorrinho indefeso é, ele também, mera consequência dessas leis. Por que ficar indignado contra esse evento que foi mera consequência de leis naturais?</p>
<p>Faz tanto sentido quanto ficar indignado com a erupção de um vulcão, que aliás causa muito mais mortes e sofrimento.</p>
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